Um ano-novo sem promessas
Em 2007 eu não farei promessas. Já prometi demais ao longo da minha vida, principalmente a mim mesma...algumas vezes cumpri, outras não. Esse ano quero que seja de ações...e para isso, não preciso fazer lista de intenções, pular as sete ondas, comer lentilhas, uvas, romãs, vestir branco (ou azul, vermelho, rosa, amarelo...o que for). Tenho sim, é que me livrar de certos medos e ir à luta. Não terei promessas esse ano, mas terei metas...e as principais são: viver o hoje com coragem, disposição e fazer acontecer. Aos céus (ou seja lá que nome tenha estas forças ocultas que nos regem), só peço uma coisa: saúde. O resto faço eu.
Escrito por Carol Medeiros às 18h12
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Vida Diet
Pato Fu
(John)
A gente se acostuma com tudo
A tudo a gente se habitua
E até não ter um lugar
Dormir na rua
A tudo a gente se habitua
Me habituei ao pão light
À vida sem gás
O meu café tomo sem açúcar
E até ficar sem comer
Sem te ver
A gente custa mas se habitua
Sem giz, sem água
Sem paz, sem nada
Não vai ser diferente
Se eu me for de repente
Se o céu cai sobre o mundo
E o mar se abrir
Em um inferno profundo
Se acostumou sem querer
Ao salto alto
Salário baixo, à vida dura
E até ficar sem tv
É bom pra você
Televisão ninguém mais atura
Escrito por Carol Medeiros às 10h58
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Quando as palavras faltam...
"Dorme enquanto eu velo... Deixa-me sonhar... Nada em mim é risonho. Quero-te para sonho, Não para te amar. A tua carne calma É fria em meu querer. Os meus desejos são cansaços. Nem quero ter nos braços Meu sonho do teu ser. Dorme, dorme. dorme, Vaga em teu sorrir... Sonho-te tão atento Que o sonho é encantamento E eu sonho sem sentir". Fernando Pessoa
Escrito por Carol Medeiros às 10h52
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Questão de tempo
Aconteceu comigo uma bela noite, e se não aconteceu ainda com você...é questão de tempo. Como um raio na cabeça, veio a revelação: "- putz, tô envelhecendo rápido". Sabe aquelas crianças gordinhas da vizinhança, irmãos e irmãs dos seus amigos? Pois, é. Eles já são homens e mulheres. Alguns - os mais apressadinhos - já são até mães e pais. E aqueles programas da TV que você gostava? Hoje são clássicos. Caverna do Dragão, pogoball, He-man, Smurfs, jogo do "tô poço", roupa com ombreiras... os anos 80, que nos parece familiar, já virou até comunidade nostálgica no Orkut. A maioria dos meus amigos já estão casados, são pais, estão carecas ou com, no mínimo, alguns fios brancos. Eu mesma já tenho um filho de quase sete anos, que já sabe ler, argumentar e ser irônico. E agora??? Será que alguém conhece um jeitinho para dar uma desacelerada no tempo , como num antigo episódio do Além da Imaginação??
Escrito por Carol Medeiros às 11h32
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A caminho dos 30
Não sei exatamente o que se passa...mas o caminho rumo aos 30 anos é o mais tortuoso.Há uma pressa em acertar, uma urgência em viver....como se ali estivesse realmente o limite entre a juventude e a obrigação da maturidade. Sabe quando alguém diz assim: -Poxa, mais de 30 anos e assim? Pois é...
E é assim que estou vivendo atualmente: com pressa em dar certo. Querendo viver muito antes que a temida idade da razão chegue...como se estivesse fechando algum ciclo, alguma porta....e olha que ainda tenho 28...e com rostinho de 25!!
Escrito por Carol Medeiros às 00h51
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Promessa de ano novo
Pois é, resolvi cumprir uma das minhas promessas de ano-novo (olha só minha cara-de-pau): voltar a postar neste esquecido blog. Perdoem-me, amigos, mas eu andava tão ocupada em viver, que terminei por esquecer este espaço nos últimos meses. Nada pessoal. É que sou perfeccionista por natureza e indisciplinada por convicção e ,vez ou outra, gosto de testar meus limites... dar um tempo nas coisas cotidianas, só pra ver se me acostumo sem elas. Resumindo, coisa de maluco mesmo. No mais, está tudo caminhando...às vezes rápido, às vezes nem tanto,outras vezes mudando a paisagem...mas ainda caminhando, que é o que importa.
Escrito por Carol Medeiros às 00h30
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De
Minha vida uma montanha-russa. Ou tenho transtorno bipolar (ainda tenho esperança que seja a primeira opção!!). Mas, no momento, apesar do cansaço fÃsico - de trabalhar quando todos estão descansando, de um leve resfriado e de estar um tanto "dura", meu term?ro de satisfa磯 está ¥levado. Temos sempre todos os motivos do mundo para estar MUITO BEM ou MUITO MAL...mas, escolho os pequenos prazeres. Escolho celebrar.
Escrito por Carol Medeiros às 20h55
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Um pouco mais de paciência...
Não sei exatamente o motivo, mas ando angustiada, inquieta, sem rumo... Talvez esperando que as coisas fiquem límpidas o bastante para que eu possa voltar a enxergar claramente. Tenho como meta viver um dia de cada vez, o que me consola um bocado, mas às vezes a idéia de não estar seguindo no caminho certo, de estar perdendo meu tempo, me tira o sono, me embrulha o estômago, me tira o ar dos pulmões e dá um gosto amargo na boca. Não quero só prazer na minha vida, muito menos lamúrias, mas o que não quero mesmo é o tédio absoluto. Esta sensação de impotência é que me deixa sem chão...como se minha vida escorregasse entre meus dedos.
Escrito por Carol Medeiros às 11h17
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Tudo que preciso
Na verdade, não tenho grandes ambições na vida. Já tive maiores, mais inacessíveis. Mas não hoje. As atuais são simples, quase risíveis por alguns. Me contento com o mínimo de dinheiro. Com alguns poucos luxos, como TV fechada e Internet banda larga. Uma saída vez ou outra. Uma boa viagem nas férias, que pode ser até pelo interior mesmo. Como patrimônio, também o básico: uma casa confortável, que nem precisa ser na cidade, com um jardim, uma garagem e um quintal, onde eu possa ter uma horta e criar um cachorro. Nada demais. Minhas maiores ambições no passado diziam respeito ao lado profissional. Queria ser importante no que eu fizesse. Quase insubstituível. Mas hoje, me basta fazer algo prazeroso, onde possa ganhar o suficiente para pagar minhas contas e sobrar um troco. No mais, boas companhias, um bom vinho tinto seco, uma boa comida (com pouca gordura, porque estou de dieta!), uma boa música, um papo agradável, um bom livro, um bom filme, coração cheio e o filho saudável são o suficiente para fazer a minha vida perfeita. O resto é ilusão.
Escrito por Carol Medeiros às 16h10
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TALVEZ...
ÀS VEZES TENHO A IMPRESSÃO QUE NÃO CONHEÇO NINGUÉM VERDADEIRAMENTE E QUE USAMOS E SOMOS USADOS APENAS COMO ESPELHOS. ESPELHOS ESTES QUE NEM SEMPRE REFLETEM AQUILO O QUE QUEREMOS VER, POIS QUASE NUNCA AS IMPERFEIÇÕES SÃO BEM ACEITAS POR SEUS PRÓPRIOS DONOS...MAS, NA MINHA OPINIÃO, AMIGO DE VERDADE NÃO TEM QUE TER MEIAS PALAVRAS, GESTOS COMEDIDOS, MEDO DE SER INDELICADO. TEM QUE TER SINCERIDADE. SÓ. PUXAR A ORELHA QUANDO TIVER QUE FAZER ISTO E ABRAÇAR FORTEMENTE PELO MESMO MOTIVO.E, PRINCIPALMENTE, NUNCA TER QUE PROVAR AS SUAS INTENÇÕES, POIS ELAS DEVEM SER SEMPRE CLARAS, SÓLIDAS E RECÍPROCAS. EU, PELO MENOS, ESPERO QUE FAÇAM ISSO COMIGO. MAS, INFELIZMENTE, SINTO NA PELE QUE AS COISAS NÃO SÃO BEM ASSIM...TALVEZ EU SAIBA MUITO POUCO DAS PESSOAS. TALVEZ EU TENHA UM CONCEITO ERRADO DE AMIZADE.
Escrito por Carol Medeiros às 16h04
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Todo dia é dia...
Podem me chamar de insensível, de chata, de "do contra", do que quiserem, eu realmente não me importo...e não mudo minha opinião: Dia dos Namorados (e todas estas datas “comemorativas”), pra mim, não existem. Há anos foram abolidas do meu calendário. Entra ano e sai ano é a mesma coisa: as mesmas propagandas bregas, o mesmo apelo pseudo-romântico...é o fim!!! Quer dizer que o casal pode “quebrar o pau” o ano inteiro, contanto que não esqueçam de se presentear no “grande dia”? É isso? Tudo que não quero para minha vida é um relacionamento assim! Tudo que não quero pra mim é a mídia dizendo o que devo fazer e quando devo dar atenção a quem amo...Isto é realmente inconcebível! Uso este mesmo raciocínio para outras datas similares...que, pra mim, só são comemorativas para o comércio mesmo. Tem coisa mais ridícula que aquele clima de solidariedade forçado de fim de ano? O cara cospe no mendigo o ano inteiro, aí - justamente na época natalina - começa a se achar o generoso (contagiado pelas músicas de reveillon da Globo), doa um pacote de feijão, uma calça furada, e passa a achar que o mundo melhorou...tenha dó! Outro exemplo clássico é o daquela pessoa que não se importa realmente com você, mas que no dia do seu aniversário passa um “scrap” ou uma mensagem pro seu celular, se achando o maior amigão, dizendo que você é especial e essas baboseiras todas...Do que vale tudo isso? Você realmente se acha especial assim? A verdade é clara, não adianta mascarar. E eu quero apenas o verdadeiro, não aceito embuste. Quanto ao meu “timing”, só acredito mesmo no HOJE. E é hoje que dou valor ao ser humano, à vida, a quem amo. É hoje que não jogo lixo no chão, é hoje que respeito às pessoas (inclusive as menos favorecidas), que não maltrato animais... e é hoje que dou valor a quem amo. Gosto da espontaneidade, de dizer “eu te amo” de repente (nem sempre com palavras), sem ter que esperar o “Dia do Amigo”, o “Dia dos Pais”, o aniversário, o Natal, ou o dia que for!!!! Amo-os e respeito-os todos os dias. E presenteio sempre que posso, com um abraço, uma mensagem, um telefonema, um carinho, um ombro e um ouvido disponível...que vale mais que mil presentes, ao meu ver. Sem falsas palavras ou sorrisos, e principalmente sem data marcada.
Escrito por Carol Medeiros às 17h31
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Quando chove
Não tem jeito. É automático. A melancolia vem junto com a chuva. É como se um dispositivo anti-umidade fosse ligado ao cair da primeira gota. Aí me retraio, me escondo, fico introspectiva...e isto é sempre muito doloroso. Não sei, me sinto doente. Cinza. Gosto da chuva, do seu cheiro, da sensação de estar sob ela, mas sou contaminada por sua solidão. Algo para anos de análise...
Escrito por Carol Medeiros às 20h31
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Novos caminhos
Calma aí, amigos. Não estou numa crise depressiva. Só achei - no post anterior -um meio poético-melancólico de dizer o óbvio: que não sou mais a mesma. Aquela de tempos atrás...e ainda bem!!! A diferença de antes, e isso eu lamento de alguma forma, é que eu tinha mais pique, mais paixão, menos cansaço, mais tempo...mas, é isto. E não posso reclamar. Sou uma afortunada de toda forma. Mas, estou num momento estranho...como se estivesse hibernando ou num casulo. É uma época de transformação profunda, em que eu preciso, mais uma vez,podar os galhos. Arrumar a casa. Achar meu caminho...nem que seja um antigo renovado ou outro novinho em folha...
Escrito por Carol Medeiros às 15h22
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Perdendo o prumo
Hoje, quando olho para trás, não me reconheço. Sou uma estranha para mim mesma. Puro arremedo do que outrora fui. O tempo fez este estrago: plantou o medo, onde antes só existia força. Responsabilidade onde havia poesia. Culpa onde havia vida. Acho que aconteceu o pior: envelheci.
Escrito por Carol Medeiros às 17h47
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A pedidos
Ai, minha gente, não tenho novidades... estou a sabor do vento, fazendo as coisas mais comuns e esperadas do mundo... O que dizer? Bom, pra dizer a verdade tenho uma novidade, sim...que tem sabor de ironia, por sinal (esta, meu amigo Carlos vai gostar): há três (longos) meses sou a nova síndica do bloco 10, dá para acreditar? Hahahahahaha...ridículo!!!!!!!!!!!!!!! A síndica mais improvável...a que não liga para som alto, que perdoa o atraso de condomínio, que não se mete na vida de ninguém, nem fica pelos cantos atrás de fofocas... É, acho bom deixar logo esta vida, antes que eu seja linchada...
Escrito por Carol Medeiros às 00h12
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