Só um tempinho para viver
Há quanto tempo, heim? Perdoem-me o silêncio, mas estou um tanto atarefada ultimamente, tentando garantir o "ganha pão".
Vida de jornalista não é fácil, ainda mais a de uma pobre free-lancer como eu. Anteontem, por exemplo, passei a noite acordada - na frente do computador - finalizando um trabalho. Aí, diante de tanta coisa, fico me sentindo culpada por não dar conta de tudo: trabalhos para terminar, tarefas domésticas (uma louça enorme na pia, que todos os dias lavo uma parte...), filho doente há uma semana, amigos por encontrar, blog para atualizar, a eterna promessa de voltar a malhar...
A vida às vezes se resume uma rotina um tanto cíclica, que parece que estamos presos a um único dia, em um Déjà Vu interminável. É mais ou menos como naquele filme Feitiço do Tempo, em que o personagem principal (interpretado pelo ótimo Bill Murray) se vê preso no tempo, acordando sempre no mesmo dia. E é assim que me sinto em alguns momentos. E quando não mais suporto me repetir, tento quebrar este ciclo - penso até que possuo um talento nato para isso - mas o preço é alto: termino por acumular várias tarefas cotidianas e ficando maluca.
Assim, fico pensando quando terei tempo (e grana) para começar meus projetos, planejar minhas férias (que nunca chegam!), de voltar a ler bons livros, retornar ao meu inglês, tentar um reingresso em administração, ir assistir àquele filme no cinema...bom, até lá, amigos, voltemos à rotina. Esta - com certeza - nunca pára.
Escrito por Carol Medeiros às 12h33
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|