Assim como Oscar Wilde...
Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim. Para isso, só sendo louco. Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças. Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta. Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis nem choros piedosos. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice! Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou. Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril. Oscar Wilde
Escrito por Carol Medeiros às 19h52
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Correndo como sempre
Ai, ai...tô até enferrujada.
Também, amigos, é tanto trabalho que nem sei. Fico tão cansada que não me animo pra nada além de dormir. Para piorar, tenho sempre a impressão que estou sempre me repetindo (principalmente quando dou as mesmas desculpas esfarrapadas por não atualizar meu blog). Digamos que estou com uma matéria para escrever, duas entrevistas para tirar do gravador, três clippings para finalizar e...um filho de férias querendo jogar no computador. É mole?
Então, deixa eu correr...
Beijão a todos.
Escrito por Carol Medeiros às 20h01
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