Todo dia é dia...
Podem me chamar de insensível, de chata, de "do contra", do que quiserem, eu realmente não me importo...e não mudo minha opinião: Dia dos Namorados (e todas estas datas “comemorativas”), pra mim, não existem. Há anos foram abolidas do meu calendário. Entra ano e sai ano é a mesma coisa: as mesmas propagandas bregas, o mesmo apelo pseudo-romântico...é o fim!!! Quer dizer que o casal pode “quebrar o pau” o ano inteiro, contanto que não esqueçam de se presentear no “grande dia”? É isso? Tudo que não quero para minha vida é um relacionamento assim! Tudo que não quero pra mim é a mídia dizendo o que devo fazer e quando devo dar atenção a quem amo...Isto é realmente inconcebível! Uso este mesmo raciocínio para outras datas similares...que, pra mim, só são comemorativas para o comércio mesmo. Tem coisa mais ridícula que aquele clima de solidariedade forçado de fim de ano? O cara cospe no mendigo o ano inteiro, aí - justamente na época natalina - começa a se achar o generoso (contagiado pelas músicas de reveillon da Globo), doa um pacote de feijão, uma calça furada, e passa a achar que o mundo melhorou...tenha dó! Outro exemplo clássico é o daquela pessoa que não se importa realmente com você, mas que no dia do seu aniversário passa um “scrap” ou uma mensagem pro seu celular, se achando o maior amigão, dizendo que você é especial e essas baboseiras todas...Do que vale tudo isso? Você realmente se acha especial assim? A verdade é clara, não adianta mascarar. E eu quero apenas o verdadeiro, não aceito embuste. Quanto ao meu “timing”, só acredito mesmo no HOJE. E é hoje que dou valor ao ser humano, à vida, a quem amo. É hoje que não jogo lixo no chão, é hoje que respeito às pessoas (inclusive as menos favorecidas), que não maltrato animais... e é hoje que dou valor a quem amo. Gosto da espontaneidade, de dizer “eu te amo” de repente (nem sempre com palavras), sem ter que esperar o “Dia do Amigo”, o “Dia dos Pais”, o aniversário, o Natal, ou o dia que for!!!! Amo-os e respeito-os todos os dias. E presenteio sempre que posso, com um abraço, uma mensagem, um telefonema, um carinho, um ombro e um ouvido disponível...que vale mais que mil presentes, ao meu ver. Sem falsas palavras ou sorrisos, e principalmente sem data marcada.
Escrito por Carol Medeiros às 17h31
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Quando chove
Não tem jeito. É automático. A melancolia vem junto com a chuva. É como se um dispositivo anti-umidade fosse ligado ao cair da primeira gota. Aí me retraio, me escondo, fico introspectiva...e isto é sempre muito doloroso. Não sei, me sinto doente. Cinza. Gosto da chuva, do seu cheiro, da sensação de estar sob ela, mas sou contaminada por sua solidão. Algo para anos de análise...
Escrito por Carol Medeiros às 20h31
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